quinta-feira, 28 de maio de 2009

Soseki, poeta zen.

Naquelas alturas, quando não consigo decidir
o caminho de volta.
De onde vim,
Para todo o lado que for,
Torna-se o caminho para casa.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Uma frase.

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder"
- Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Pensando até á derrota.

acima de tudo é um plano de acção,
as vias deste mistério que é a nossa vida,
viver no aqui, sem estar ausente
fazer eternamente a casa no coração
quando chegar a altura, ir pela menos percorrida.

A minha vida parece ultimamente que anda a rodar somente no passado, não é mais linear, passou a ser circular, como uma circunferencia de 360 graus. sempre as mesmas coisas que me marcaram enquanto criança, adolescente e jovem adulto. A mesma cobardia de viver, de avançar no escuro, a mesma ansiedade de escapar para os sonhos, para a imaginação, para a irrealidade, os amigos que continuam a perder-se a confiança que nunca é total. A necessidade d e imitação, que leva sempre á falsidão pessoal. Tudo isto se torna um beco sem saída. Mas sei que não é real, esta prisão, estas grilhetas são fruto da vida interior. Da consciência do que poderia ter sido e não fui!

Aos 18 leram-me a palma da mão e disseram com que idade iria morrer e quantos filhos iria ter, e acreditei na altura. Não sei se acredito agora, mas lembro-me da sensação de liberdade que isso dava. Mas agora sei que a única vidente possível é a morte de todas a ilusões, através do processo que Blake chamava o purificar das portas da percepção. aquilo que as drogas intoxicantes podem te dar um relançe,e que a única droga possivel te dará a entrada na eternidade, onde o Tempo não será mais, no reino que mais uma vez que os poetas e os misticos sabiam: não é material, pois como pode ser eterno o materialismo? Para mim a única coisa eterna é a consciência.
E o único estado possivel, é quando tu vês la como o infinito, e o teu corpo como instrumento desse regresso á natureza original, essa natureza á qual os mitos referem ser anterior á Queda.
E aí tu viverás neste mundo, mas não serás deste mundo! Não um mundo pós-morte, mas um de natureza espiritual, como sabemos todas as coisas são finitas! E nesse mundo espiritual todas as coisas também o são, á excepção duma ,a consciência pura, o alpha e o mega, tal como no inicio também lá no fim.
Mas tudo o que escrevi aqui não tem validade nenhuma enquanto não for experienciado. Para que duma vez por todas possamos derrotar o demónio da dialéctica.

Ei Pá!

Na sexta vi os dois filmes do s. soderbergh sobre o che guevara, e fiquei muito impressionado com o meu estado emocional a seguir. Deixou-me muito incomodado, quase como um estalo na cara. Como dizia ao meu amigo presente, foi uma experiencia estranha ver estes dois filmes quase dez anos depois de ter lido o livro diario da bolivia que conta a experiencia da guerrilha em 67.
Como disse na altura, não foi tanto pela ideologia,nem mesmos pelas personagens históricas, se calhar foi o fascinio por aquela historia tragica.
Como dizia Nieztsche, «quanto tiveram que sofrer para serem tão belos!»
Pela identificação, que como descobri é a causa de todas as misérias!
Não, eu não digo como dizia a geração do meu pai, Seremos como el che! e acabaram todos burgueses e desiludidos. Não, eu não quero uma guerrilha e uma morte heróica! Mas sei que não posso deixar de agir, não pelos frutos da acção, mas por ela mesmo como justificação da sua existência. Se calhar foi o melhor que tirei dos filmes, age como se não houvesse amanhã! enquanto outros guardam fortuna tu fazes da tua acção o teu tesouro, e se morreres cedo, sozinho, deseperado, lembra-te: que tu nunca quiseste os frutos, ofereceste-os em sacrificio no altar da tua juventude.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Rumi

Rumi
RUBAYAT de RUMI (seleção)

* * * * * * * * * * * *

Gritei, e naquele grito ardi.
Calei, e marginado e mudo ardi.
Das margens todas me arrojou.
Ao centro fui, e no centro ardi.

* * * * *

Luz do céu é nosso corpo terrenal.
Zelos causa ao anjo a agilidade nossa.
Às vezes é de invejar aos anjos a pureza nossa.
Às vezes ao diabo afugenta a coragem nossa.

* * * * *

Chegou a hora que dedicar-te deveremos
E com tua alma, casa de fogo levantaremos.
Tu, ó mina de ouro, oculto estás na terra.
Quando puro amanhecerdes, no fogo te lançaremos.


* * * * *

Por uns dias, com os meninos fomos ao Mestre;
Por uns dias, nos alegramos com rostos fraternos.
Escuta o final de nossa história:
Tal como nuvem saímos e fomos tal como o vento.

* * * * *

Sabe, ó alma, quem tua alma é.
E sabe, coração, quem hóspede teu é.
Ó corpo, que por todos os meios buscas remédio!
Ele te é levado, observa tu quem te busca.

* * * * *

Ser dervixe e enamorado a um só tempo é reinar.
Tesouro é a tristeza do amor, mas oculto está.
A casa do coração deixei em ruínas com minhas mãos;
E soube que nas ruínas o tesouro está.

* * * * *

Em nossa mente há vontade de outra tarefa.
É outra face nossa boa amante.
Juro por Deus: tão pouco o amor nos bastará.
Para nós, após este outono, outra primavera haverá.

* * * * *

Aquele Mansur Hallaj que disse: “Sou a Verdade”
A terra do caminho com suas pestanas apagava.
Do mar do seu não-ser Mansur flutuava.
E ali polia a pérola: “Sou a Verdade”.

* * * * *

Enquanto por guia a baixa natureza tenhas
não julgues que tua sina vitoriosa seja.
Dormido de dia, que curta é a noite de tua vida!
Temo que despertes quando dia seja.

* * * * *

Os enamorados, num só instante, os dois mundos perdem.
Em um breve lapso, cem anos eternos perdem.
Mil estações percorrem pelo aroma de um alento.
Por seguirem um coração, mil vidas perdem.

* * * * *

Olha minha face como o ouro do tempo e não perguntes.
Olha esta lágrima qual grão de romã e não perguntes.
Não inquiras sobre o estado interior da casa:
Olha o sangue no umbral e não perguntes.

* * * * *

À ciência que desata nós, busca.
Àquela, antes que a alma te escape, busca.
O não existente que parece existente, deixa.
O existente que não existente parece, busca.

Mudança de planos!

Hoje de manhãzinha, levantei-me para vir á biblioteca , aproveitar a internet de borla e ler os jornais diário. Li que em Portugal vai ser criado uma base de dados para armazenar todos os nossos e-mails, como medida anto-terrorista! Já sabia que mais tarde ou mais cedo, tal medida podia-nos bater á porta. E deu-me a ideia de criar outro blog para dar espaço á critica politica e social, deixando este para matéria mais artisticas e espirituais. Assim não há espaço para confusões, e aproveito para deixar um rasto se eles algum dia o quiserem seguir.....

portugaltalequal.blogspot.com

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Jorge Cafrune - India Madre

Dogen escreveu:

Estudar a via é estudar o si.
Estudar o si é esquecer o si.
Esquecer o si é ser iluminado por todas as coisas.
Ser iluminado por todas as coisas é remover as barreiras entre o si e os outros.
Aí deixa de haver traço de iluminação, apesar da iluminação continuar na vida quotidiana de cada um sem cessar.
A primeira vez que procuramos a lei, estamos muito longe da fronteira dela.
Mas logo que a lei foi nos correctamente transmitida, somos pessoas iluminadas.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Jibberish......

um exercicio, um paradoxo,

um milagre, um amor,

um destino, um criado, um sujeito,

um temor, a viver, a descer, a crescer, a nascer, a morrer, e tu!

«primeiro pensamento, melhor pensamento!»

máquina dactilográfica da mente!

espirito constante e doente

«Zen: Zest, zip, zap e zing!»

o palhaço soltou-e e encantou a aldeia toda.

Aprenderam a sério o milagre do riso!

Sem sentido, sem amor, sem tu e sem mim.

Monstro que governas o horizonte o teu reinado terá um fim!

Destreza mental, receita para o hospital!

Se a ignorancia matasse nunca existiriamos!

Do palácio antigo, veio um sábio que abdicou de todo o conhecimento mas não da sabedoria!

Sé como um rio e igrejas no monte,

Volta porra, volta para sitio do qual nunca saiste!

Pim, pom ,xum

velho indio no tapete fumando e fumando até a sombra desaparecer na tenda.

velho demonio sai.................

Sai, sai, sai

com um martelo na mão e uma epopeia no

espirito.

velhas caquéticas que aterrorizam mentes jovens, são memórias recorrentes, mas porque dás demasiada importância? são apenas memórias, passado coisa morta!!!! e lá vais tu carregando um fardo que não existe.

cru,la,xi,fu

como o velho leva ao novo

e novo atinge o velho!

Da teoria inexistente e perpetua do karma!

acreditem meus filhos, disse o ancião paciente, o vosso destino está escrito em voçês mesmos! do auge do vosso corpo surgirá a razão do vosso declinio!XAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA.

e subitamente a corrente pára e faz-se um intervalo.

Delirando com a gripe em maio.

De volta da quarentena:

De volta ao real,
testemunha de mim próprio.
Acordo febril e grito: Aqui, Agora.
E tu ao longe sem me veres,
nem me compreenderes.
Mas sozinho, escuto e prego o caminho.
E descendo faço a estrada subindo,
para quando chegara a Hora,
passaremos ao reino vertical.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

A marinha grande do Vital!

ou talvez não, afinal o que está a dar é a propaganda: os comunistasssssssssssss fugi que eles vem aí!