segunda-feira, 25 de maio de 2009

Ei Pá!

Na sexta vi os dois filmes do s. soderbergh sobre o che guevara, e fiquei muito impressionado com o meu estado emocional a seguir. Deixou-me muito incomodado, quase como um estalo na cara. Como dizia ao meu amigo presente, foi uma experiencia estranha ver estes dois filmes quase dez anos depois de ter lido o livro diario da bolivia que conta a experiencia da guerrilha em 67.
Como disse na altura, não foi tanto pela ideologia,nem mesmos pelas personagens históricas, se calhar foi o fascinio por aquela historia tragica.
Como dizia Nieztsche, «quanto tiveram que sofrer para serem tão belos!»
Pela identificação, que como descobri é a causa de todas as misérias!
Não, eu não digo como dizia a geração do meu pai, Seremos como el che! e acabaram todos burgueses e desiludidos. Não, eu não quero uma guerrilha e uma morte heróica! Mas sei que não posso deixar de agir, não pelos frutos da acção, mas por ela mesmo como justificação da sua existência. Se calhar foi o melhor que tirei dos filmes, age como se não houvesse amanhã! enquanto outros guardam fortuna tu fazes da tua acção o teu tesouro, e se morreres cedo, sozinho, deseperado, lembra-te: que tu nunca quiseste os frutos, ofereceste-os em sacrificio no altar da tua juventude.

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